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⚠️ Execução Cível: Você Está Sendo Executado Judicialmente? Conheça Seus Direitos e Como se Defender 1

execução cível
“Mesmo em uma execução cível, o devedor tem direito à defesa, revisão de valores e negociação para evitar penhora abusiva.”

Receber uma intimação judicial informando que você está sendo alvo de uma execução cível costuma gerar medo, insegurança e muitas dúvidas. Bloqueio de contas, penhora de bens, restrições patrimoniais e aumento da dívida são algumas das consequências que vêm à mente de quem passa por essa situação.

No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que execução cível não significa ausência de defesa. Pelo contrário: a legislação brasileira garante uma série de direitos ao executado, permitindo questionar valores, discutir abusos, negociar dívidas e até anular cobranças indevidas.

Neste artigo elaborado pelo Marino & Advogados, você vai entender de forma clara e completa o que é a execução cível, como ela funciona, quais são seus direitos, quais bens podem ou não ser penhorados e quais estratégias jurídicas podem ser adotadas para reduzir prejuízos e buscar a melhor solução legal.


📌 O que é execução cível?

A execução cível é uma fase do processo judicial destinada a obrigar o devedor a cumprir uma decisão da Justiça ou um título que comprove a existência de uma dívida. Diferentemente da fase de conhecimento — onde se discute se a dívida existe ou não — a execução parte do pressuposto de que há um crédito a ser satisfeito.

Ela pode envolver:

  • Cobrança de valores em dinheiro

  • Penhora de bens móveis ou imóveis

  • Bloqueio de contas bancárias

  • Restrição de veículos

  • Desconto em folha de pagamento, em casos específicos

Apesar disso, nem toda execução é automática, correta ou definitiva, e o devedor possui diversos instrumentos legais para se defender.


📌 Quais são os tipos de execução cível?

A execução cível pode surgir em diferentes contextos. Os principais são:

✔️ Execução de título judicial

Ocorre quando existe uma sentença judicial que reconheceu a dívida, como:

  • Condenação ao pagamento de valores

  • Acordos homologados judicialmente

  • Sentenças em ações indenizatórias

✔️ Execução de título extrajudicial

Acontece quando a cobrança se baseia em documentos que a lei considera suficientes para execução direta, como:

  • Contratos

  • Cheques

  • Notas promissórias

  • Contratos bancários

  • Confissão de dívida

Em ambos os casos, o executado tem direito ao contraditório e à ampla defesa.


📌 Execução cível significa que a dívida é incontestável?

Não. Um dos maiores equívocos é acreditar que a execução cível é irrecorrível. Na prática, isso não é verdade.

Mesmo na fase de execução, é possível:

  • Questionar valores cobrados indevidamente

  • Alegar excesso de execução

  • Apontar nulidades processuais

  • Discutir prescrição

  • Defender-se contra juros abusivos

  • Negociar acordos mais vantajosos

👉 A atuação jurídica estratégica é essencial para identificar essas possibilidades.


📌 Quais são os principais direitos de quem está sendo executado?

A legislação processual civil brasileira protege o devedor contra abusos. Entre os direitos do executado na execução cível, destacam-se:

✔️ Direito à informação clara

O executado tem direito de saber exatamente o valor cobrado, a origem da dívida e a forma de cálculo.

✔️ Direito de impugnar ou embargar a execução

Dependendo do tipo de execução, é possível apresentar:

  • Impugnação ao cumprimento de sentença

  • Embargos à execução

Esses instrumentos permitem discutir ilegalidades, erros de cálculo e abusos.

✔️ Direito à menor onerosidade

A execução deve ocorrer da forma menos gravosa possível ao devedor, conforme prevê o Código de Processo Civil.

✔️ Direito à preservação do mínimo existencial

A Justiça não pode retirar do executado os recursos necessários à sua subsistência e de sua família.


📌 O que é penhora e como ela funciona?

A penhora é o ato pelo qual a Justiça apreende bens ou valores do devedor para garantir o pagamento da dívida. Ela pode recair sobre:

  • Dinheiro em conta bancária

  • Veículos

  • Imóveis

  • Bens móveis

  • Direitos e créditos

No entanto, nem todo bem pode ser penhorado, e muitas penhoras são realizadas de forma irregular.


📌 Quais bens NÃO podem ser penhorados?

A lei estabelece uma série de bens impenhoráveis, entre eles:

  • Salário, aposentadoria e pensão (com exceções legais)

  • Valores destinados à subsistência familiar

  • Pequena propriedade rural, se explorada pela família

  • Bens essenciais ao exercício da profissão

  • Seguro de vida

  • Valores de natureza alimentar

👉 Se houver penhora sobre bens protegidos, é possível pedir o levantamento imediato da constrição.


📌 Bloqueio de contas bancárias: é sempre legal?

O bloqueio de contas via sistemas como Sisbajud é comum na execução cível, mas não pode ser abusivo.

Problemas frequentes incluem:

  • Bloqueio de valores superiores à dívida

  • Bloqueio de salário ou aposentadoria

  • Bloqueio de contas de terceiros

  • Falta de intimação adequada

Nessas situações, o advogado pode requerer:

  • Desbloqueio parcial ou total

  • Substituição da garantia

  • Revisão do valor executado


📌 O que é excesso de execução?

O excesso de execução ocorre quando o credor cobra:

  • Valor maior do que o devido

  • Juros abusivos

  • Multas ilegais

  • Correções indevidas

Esse é um dos fundamentos mais comuns de defesa na execução cível e pode levar à redução significativa da dívida.


📌 É possível negociar durante a execução cível?

Sim. A execução cível não impede a negociação. Pelo contrário, muitas vezes esse é o momento mais propício para acordos.

Com orientação jurídica adequada, é possível:

  • Parcelar a dívida

  • Reduzir juros e multas

  • Evitar leilão de bens

  • Suspender atos constritivos

👉 Um acordo bem estruturado pode preservar o patrimônio e evitar maiores prejuízos.


📌 O que acontece se eu ignorar uma execução cível?

Ignorar uma execução cível costuma agravar consideravelmente a situação. As consequências podem incluir:

  • Bloqueio automático de contas

  • Penhora de bens sem aviso prévio

  • Leilão judicial

  • Restrição patrimonial prolongada

  • Crescimento exponencial da dívida

O tempo é um fator decisivo. Quanto antes houver atuação jurídica, maiores são as chances de uma solução menos onerosa.


📌 Execução cível e abuso de direito do credor

Nem todo credor age dentro da legalidade. Há situações de:

  • Cobrança vexatória

  • Medidas desproporcionais

  • Falta de transparência

  • Violação ao princípio da dignidade da pessoa humana

Nesses casos, é possível:

  • Requerer revisão judicial

  • Pedir indenização por danos morais

  • Denunciar abusos processuais


📌 Como funciona a defesa técnica na execução cível?

A defesa na execução exige análise minuciosa do processo, incluindo:

  • Verificação da validade do título

  • Conferência de cálculos

  • Análise de prazos

  • Estudo da situação patrimonial

  • Avaliação da melhor estratégia: defesa, acordo ou ambos

Cada caso exige uma abordagem personalizada.


📌 Execução cível não significa derrota

Um ponto fundamental precisa ser reforçado:
⚖️ execução não significa ausência de defesa.

Com informação, estratégia e atuação jurídica qualificada, é possível:

  • Reduzir prejuízos

  • Proteger bens essenciais

  • Organizar a vida financeira

  • Encerrar o processo de forma menos traumática


📌 Quando procurar um advogado?

O ideal é procurar orientação assim que houver ciência da execução, mas mesmo execuções em andamento podem ser revistas.

Um advogado especializado pode:

  • Identificar ilegalidades

  • Atuar com rapidez para evitar bloqueios

  • Negociar com o credor

  • Defender seus direitos em juízo


📌 Conclusão

A execução cível é um instrumento legítimo da Justiça, mas deve ser conduzida dentro dos limites legais e constitucionais. O devedor não é um mero espectador do processo — ele possui direitos, garantias e meios de defesa.

Ignorar a execução pode causar danos severos, enquanto agir com orientação jurídica adequada pode transformar um cenário de crise em uma solução viável e estratégica.

O escritório Marino & Advogados atua na defesa de executados, oferecendo suporte jurídico técnico, estratégico e humanizado para quem enfrenta cobranças judiciais.

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Foto de Claudio Marino Ferreira Dias
Claudio Marino Ferreira Dias

Advogado devidamente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado do Pará sob o nº 24293. Graduado em Direito pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – UNIFESSPA.

Telefone

(94) 3321-5085

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